sábado, 12 de julho de 2014

Forjando a armadura


Nego-me a submeter-me ao medo.
Que tira a alegria de minha liberdade.
Que não me deixa arriscar nada.
Que me torna pequeno e mesquinho, que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco, que me persegue.
Que ocupa negativamente  a minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.


No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.
Eu quero viver e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro, e não
para encobrir o meu medo.
E, quando me calo, quero fazê-lo por amor e não
por temer as consequências de minhas palavras.


Não quero acreditar em algo só
pelo medo de não acreditar em nada.
Não quero filosofar, por medo
que algo possa me atingir de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros pelo medo
de que possam impor algo a mim.


Por medo de errar, não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta ao velho, o inaceitável.
Por medo de não me sentir seguro de novo.
Não quero fazer-me importante
porque tenho medo de ser ignorado.


Por convicção e amor, quero fazer o que faço
e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor
e quero crer no reino que existe em mim.


Rudolf Steiner

sábado, 5 de janeiro de 2013

Horóscopo Chinês



Ano da Serpente - 13 de fevereiro de 2013

Um ano para refletir, planejar e procurar respostas. Período bom para negociações astuciosas, assuntos políticos e golpes de Estado. As  pessoas se sentirão mais inclinadas a programar os assuntos e a meditar sobre eles antes de colocá-lo em ação. Um ano auspicioso para o comércio e a indústria. E possível chegar a acordos e a soluções, mas não sem um pouco de desconfiaça mútua logo de início. A Serpente gosta de resolver suas diferenças de uma maneira ou de outra. Se fracassar e as questões não puderem ser pacificamente resolvidas, então ela declarará guerra.
Olhando para trás na história, verificamos que o ano da Serpente nunca foi pacífico. Talvez isso aconteça porque ela é a força negativa mais poderosa do ciclo e vem logo após ao ano do Dragão, que é a força positiva de maior potência. Muitos desastres que tiveram seu começo no ano do Dragão tendem a culminar no ano da Serpente. Estes dois signos estão intimamente relacionados, e as calamidades dos anos da Serpente muitas vezes resultam em excessos cometidos durante o reinado do Dragão.
Este ano será um período ativo para o romance, a corte amorosa e os escândalos de todos os tipos . Um bom ano para de dedicar-se às artes. A moda se tornará mais elegante e fluida. a música e o teatro florescerão. as pessoas trabalharão por uma vida mais sofisticada. Contribuições notáveis também serão dadas pela ciência e pela tecnologia.
A venerável sabedoria da Serpente irá evidenciar-se em muitas facetas de nossa vida, particularmente naquelas que exigem decisões. Embora aparentemente tudo dê uma repousante impressão de tranquilidade , o ano da Serpente é sempre imprevisível . A fachada fria e calma da Serpente esconde as profundas e misteriosas características da sua natureza. É preciso notar que que tão logo a Serpente seus anéis para atacar, ela se move com a rapidez de um relâmpago e nada pode detê-la. Do mesmo modo, as mudanças que ocorrem durante o ano da Serpente podem se igualmente repentinas devastadoras.
Neste ano, pise com o passo leve e seja cauteloso. Jogar e especular é estritemente proibido. As consequências serão esmagadoras. A Serpente não tem compaixão.
Aconteça o que acontecer, durante o seu reinado a serpente fará com tenhamos fé em nossas convicções e nos impelirá a agir, e a agir vigorosamente. Este não é um ano para indecisos.

Lau, Theodora - Manual do Horóscopo Chinês



SERPENTE ÁGUA - 1893, 1953, 2013
Assim como a água escoa através de qualquer barreira, também a serpente nascida sob este elemento fará uma introspecção profunda.
Esta serpente é abençoada de um forte carisma e uma natureza inquisitiva. Sempre muito ocupado e materialista, a serpente da água possui habilidades e um grande poder mental de concentração. Pode impedir a distracção, e desprezar situações sem importância para o planeamento total e eficaz. Nunca perde de vista os seus objectivos ou sai da realidade. 
Artístico e bom leitor, a serpente intelectual da água é também prático. É perito em controlar as pessoas assim como as finanças. Não se deixe enganar pela aparência, na realidade esta pessoa particular da serpente tem uma memória longa. Poderia ter a paciência do trabalho combinada com a mordida de uma serpente rei.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Natal

Que todos possam praticar o Natal no seu sentido mais amplo.
Doação de amor, fraternidade, alegria, atenção, esperança presentes muito mais duradouros que qualquer outro presente material.
Sim, você pode fazer alguém feliz neste dia! Acredite.

sábado, 27 de outubro de 2012

Origami nas Bibliotecas de Botucatu

Desde o começo do mês de outubro os ramais da Biblioteca Municipal “Emílio Peduti” passaram a
receber oficinas gratuitas de origami destinadas para crianças a partir de 6 anos.
Os ramais estão distribuídos nos seguintes endereços: Conjunto Habitacional Humberto Popolo
(Cohab 1),na Rua Cônego Agostinho Culturato, s/nº; Jardim Bandeiras na Avenida Dr. Nahime
Zacharias, nº55; e na Vila dos Lavradores, na Rua Brás de Assis, nº121.
As atividades contam com a carga horária de duas horas e são ministradas pela artista plástica
Luciana Aliberti Miyashiro, na Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”, no Centro de Botucatu.
O origami desperta nas crianças a sensação lúdica da descoberta e possibilita o aprendizado a partir
de formas tradicionais e básicas. Ele também estimula a memorização e a concentração de maneira
recreativa.
As oficinas são abertas para o público em geral e estudantes das escolas públicas e particulares.
Os interessados em participar podem procurar de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, a
Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”.
Bom público
Segundo a monitora Elizabete Gonçalves, as atividades da oficina tiveram início no mês de agosto
no prédio da Biblioteca Municipal “Emílio Peduti” e contaram com a participação de mais de 140
crianças de cinco escolas e o público em geral.
“A mudança para as bibliotecas ramais dos bairros tem como objetivo movimentar mais estes
locais. Somente neste mês está previsto a participação de mais 140 crianças nas oficinas”, explica.
A monitora ainda informa que as escolas interessadas em participar das oficinas podem agendar
suas visitas nos ramais para o mês de novembro na própria Biblioteca Municipal.
Serviço
Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”
Rua João Passos, 808 – Centro
Telefone: (14) 3882-9636
E-mail: biblioteca@botucatu.sp.gov.br
Ramais da Biblioteca Municipal recebem oficina de origami às crianças

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

domingo, 19 de agosto de 2012

Oficina Gratuita de Origami











Venha se divertir fazendo Origami, é toda sexta-feira até o final de setembro, das 15:00 às 17:00 horas na Biblioteca Municipal Emílio Peduti em parceria com a Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Botucatu.

Endereço:
Rua: João Passos, nº808 - Centro

Mais informações:

cultura@botucatu.sp.gov.br
fones: (14) 3882-0133 ou 3882-1489

Biblioteca Municipal Emílio Peduti
Fones: (14) 3882-9636 ou 3815-4887

domingo, 12 de agosto de 2012

Oficina de Origami



 
As oficinas de origami continuam por aqui. Já passei pelo Jardim Peabiru e Vila Real!
Semana qua vem começarei na Associação Sócio-Cultural Promessas do Bairro Itamaraty, e Centro. Logo passarei o endereço e horário.
Combine com os amigos e vamos dobrar!

Mais informações:
cultura@botucatu.sp.gov.br
fones: (14) 3882-0133  ou 3882-1489

contato@promessas.com.br
fones: (14) 3814-6139 ou 9756-4619

terça-feira, 3 de julho de 2012

Julho





















Oficina de Origami

gratuita
Toda quinta-feira das 14 as 16h
Na Associação Promessas em parceria com a Secretaria de Cultura de Botucatu

Rua: Dr. José Eduardo Alfred de Matos, 112
Jardim Peabiru

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Oficinas de Origami em Botucatu

Como sei que esta é a temática que mais tem visualização em meu blog, vai o convite a todos que curtem Origami e moram Botucatu. Estou ministrando Oficinas de Origami  pela Secretaria Municipal de Cultura. As Oficinas são rotativas e vão do básico ao avançado.
Comecei com uma turma na Associação Promessas de Botucatu, que fica no bairro dos Comerciários II, na Rua : ''D'' s/n.
Ainda dá tempo de você participar,a turma é eclética e animada, a gente se encontra aos sábados as 9:00h  e terças as 15:00
Logo darei outros endereços em que estarei dobrando .
Vamos dobrar Botucatu, pra esquentar as mãos !

domingo, 29 de abril de 2012

O rio

O rio agoniza mas não morre, nem tão pouco perde a sua beleza.
Todos os caminhos são cortados por uma ponte neste bairro da cidade onde nasci." Você deve atravessar a ponte", diz o título de um best-seller, eu faço isso todos os dias. Em alguns trechos casas quase desmoronando pela encosta , noutros um beija-flor. O rio continua seguindo o seu curso, cumprindo a sua função natural sendo levado pela correnteza. Aguenta crendices há décadas: espelhos quebrados, santos sem cabeça,  lixo de preguiçosos . As pessoas acham que tudo o rio pode levar e lavar...
Meu tio de 94 anos pescava e nadava neste rio, algo que eu quando criança já não pude experimentar. Gostaria que pelo menos o lixo deixasse de ser jogado e recuperassem as margens, com árvores nativas, protegendo a área de manancial. Gostaria de poder cheirá-lo!
O homem não tolera a natureza, quer aterrar o rio fazendo mais estacionamentos e ruas para os carros.
Não precisamos de estacionamentos, nem de mais carros, precisamos proteger o que realmente importa, a água , a natureza.
Quando é que as pessoas também vão atravessar essa ponte?
A cidade é Botucatu e o rio, Lavapés.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Grande mestre do Origami moderno

Akira Yoshizawa, mestre e pioneiro do origami moderno.

O mestre aprendeu sozinho a montar as artes  / Reprodução/ Google

     

O Google homenageia Akira Yoshizawa, mestre do origami, que completaria 101 anos de idade nesta quarta-feira. Hoje também é o sétimo ano de falecimento do japonês.

O doodle do artista traz letras de seu logotipo feitas de origami: técnica de dobrar uma peça de papel criando representações de determinados seres ou objetos, sem cortá-la ou colá-la.

Yoshizawa criou mais de 50 mil modelos de origamis e também foi pioneiro em muitas técnicas. O mestre da arte cultural, que nasceu em Kaminokawa, no Japão, aprendeu sozinho a montar as artes.

Após ficar conhecido pelo seu talento e contribuir com a cultura do país, Yoshizawa atuou como embaixador cultural do Japão. Em 1983, o imperador Hirohito o honrou com a ‘Ordem do Sol Nascente’, uma das maiores honrarias destinadas aos cidadãos japoneses.

Arte na vida de Akira Yoshizawa

O mestre dos origamis nunca quis vender as suas figuras. Ele fazia doações e presenteava as pessoas. Além disso, Yoshizawa emprestava os origamis para exposições no Japão e outros países.

domingo, 18 de dezembro de 2011

FELIZCIDADES

NO NATAL, SIGA O BRILHO DE SUA ESTRELA.
E QUE ESSE BRILHO DURE TODO ANO DE 2012.
JUNTOS VAMOS TRAZER PARA O ANO NOVO, MUITA LUZ E SUCESSO!
FELIZ NATAL!
FELIZ ANO NOVO!
É O QUE DESEJO A TODOS QUE VISITAM O ORIGAMIX!

Estrelinha para por na árvore

Aprenda a fazer o passo a passo de uma estrela para deixar a sua casa ainda mais bonita nesse fim de ano

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Origami Decorativo

Ontem foi o último dia do curso de Origami Decorativo no SESC-Bauru.
Gostei muito de estar nestes quatro dias com meus alunos, tão dedicados!
Experimentamos vários modelos: estrelas, kusudamas, cubos, guirlandas, mandala...
Até o último dia, alunos novos aparecendo...uma experiência gratificante para mim.
A todos que estiveram lá, um grande abraço e até a próxima!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Life is Beautiful

Life is Beautiful


Esta obra do sensei Yami Yamauchi intitula-se: Life is Beautiful. São 427 objetos de origami 
que juntos encantam numa composição dinâmica e vibrante de tamanha beleza.
Repare no interior de cada "flor"o origami fireworks criado pelo mesmo autor.

Fireworks

How to make an origami fireworks, an amazing modular model that explodes with color when you rotate it. This model is made of 12 units.
Demonstrated by Jo Nakashima with permission of Yami Yamauchi

Model by Yami Yamauchi
Diagram: http://www.marigami.com/yami.shtml
Author's website: http://yamis-origami.com/

Origami Fogos de Artifício de Yami Yamauchi.
Como fazer um origami fogos de artifício, um maravilhoso modelo modular que explode em cores quando você
 girá-lo. Este modelo é feito com 12 unidades.
Demonstração de Jo Nakashima com permissão  de Yami Yamauchi.


domingo, 11 de dezembro de 2011

Origami para pais e filhos




















É hoje que a criançada vai poder dobrar com os pais no SESC -Bauru.
Enfeites para por na árvore e brinquedinhos, tudo de papel.
É das 16:00 às 18:00h, vamos lá!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CURSO DE ORIGAMI para enfeitar seu natal!


Dobrar seus próprios enfeites será possível neste mês de dezembro no SESC-Bauru.
Um curso direcionado para jovens e adultos nos dias: 06, 08, 13 e 15,  das 19:30 às 21:30h.

E para criançda não ficar triste pode vir dobrar com os pais nos dias: 11 e 18 de dezembro, das 16 às 18h.
Espero você!

Informações no SESC: (14) 3235-1750

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pedacinhos de papel







No Bazar Natalino da Escola Waldorf  Viver
o pessoal curtiu os cartões, neste último domingo.
Vou juntando pedacinhos de papel coloridos e assim formo um mosaico ou um cartão de retalhos, isso é tão afetivo...retalhos. 
Como na vida, juntamos pedacinhos.
Esse modelo é muito tradicional e antigo não sei o autor mas os meios das flores são da já citada por mim: Tomoko Fuse do Japão.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Consumo consciente

Modelo de Tomoko Fuse, confecção e foto: Luciana Aliberti Miyashiro.

Na época do Natal durante muitos anos minha mãe reutilizava os enfeites da árvore de Natal que eram de vidro. Arrumava um galhinho de árvore seca, e enfiava numa lata de areia que a gente forrava com papel de presente. Depois a gente cobria de algodão para parecer neve...e pendurava as bolas dos formatos e cores mais interessantes.
Hoje, observo pessoas comprando enfeites baratos, às vezes caros... mas descartáveis e de origem duvidosa, em lojas populares.
Enfeites de vidro talvez ninguém mais tenha, porque eles quebravam com facilidade, apesar de lindos mas, gostaria de ver mais gente reciclando ou fazendo seu próprio enfeite.
Bem que poderia vir uma onda de nostalgia.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

No Natal...

Modelo de Tomoko Fuse, confecção Luciana Aliberti Miyashiro e foto de Jorge Miyashiro.


...prefira os enfeites japoneses!



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Maçãs douradas



Ter maçãs em casa na fruteira, quando eu era criança, era um luxo que quase não acontecia. Apesar de muito bonitas, vermelhas, grandes... a satisfação de comê-las era desfeita com a primeira mordida...Massuda, pouco doce e ainda por cima eram caras, porque eram importadas da Argentina, eram mais bonitas de olhar, do que comer.
Que bom que com o tempo isso mudou. Hoje encontro maçãs de todo jeito pra comprar a um preço mais acessível. Sorte do meu filho que pode comer mais maçã e minha que posso escolher sem a ditadura dos anos 70, que importava as maçãs argentinas, será que não havia maçã de uma nacionalidade mais gostosa pra vender aos brasileiros?
A que eu mais gosto de comprar é da especialidade Fuji, e escolho uma a uma, não curto maçã embalada, porque quero ter o prazer de escolher a mais firme, crocante, doce, com aquele gosto azedinho no final e essas, tem um toque de dourado na casca.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Miolos

Vejam esses modelos de base tão tradicionais, em muitos livros encontramos sua finalização central com uma pequena bolinha recortada e colada! Não combina, não é? Ainda bem que alguém pensou em "miolos" mais adequados, feitos em origami, não com recorte. Achei brilhante a Tomoko Fuse utilizar-se até de formas básicas, e criar essas finalizações centrais, de fato valorizam o ornamento, e dão um toque novo.
 Usando dois papéis diferentes podemos ter mais cores, e variando os miolos numa base bidimensional, obtemos um cartão de cor e formas dinâmicas.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Origami - Terceira Idade

Modelos tradicionais: Tsuru e kusudama; miolo do kusudama: Tomoko Fuse.
Foto de: Luís Eduardo Miyashiro; confecção;Luciana Aliberti Miyashiro

As aulas continuam, e você ainda poderá fazer origami nesta terça dia 19, das13:30 às 15:30 (turma 1) e quarta dia 20, das 13:30 às 15:30 (turma 2), na Sala de Uso Múltiplo 3, no SESC- Bauru. São 30 vagas por turma.
Venha praticar essa atividade que ajuda a exercitar a atenção, a visualização espacial, a memória e a criatividade. Conto com sua presença.
Informações pelo telefone: (14) 3234-7590

"PaKu Paku"



Estive na 11ª Feira do SESC em Bauru, apresentando para as crianças e pais presentes, brinquedos de origami tradicionais japoneses. Foi divertido, e pudemos passar por diversos modelos. Os brinquedos de papel circulam com facilidade entre as crianças como por exemplo: o barquinho,  o avião e o "Paku Paku".
Entre tantas coisas que incorporamos à nossa cultura está este brinquedinho. Já  conhecido em minha infância, quando escrevíamos defeitos e qualidades embaixo das dobras e em cima pintávamos bolinhas coloridas; as meninas diziam com que idade queriam se casar e aí a gente contava alternando o movimento dos dedos, e no número que caísse podia escolher uma bolinha e abrir para ler. A brincadeira fazia sucesso mas a gente não inventou um nome para ela e nem para o brinquedo.
Em Curitiba, uma aluna disse que o conhecia como: "Céu - Inferno" mas, mais interessante foi em Bauru, as crianças também conheciam como: "Mata Piolhos", "Garra do Dragão" e "Quatro Pirâmides".
Com a ajuda de tios, primas, e do meu marido que falam nihon-gô, traduzimos seu nome japonês: "Paku-Paku", descobrimos que se trata de uma onomatopéia muito usada em histórias infantis japonesas para demonstrar o barulho causado pela mastigação.
Entre as crianças japonesas existe ainda a possibilidade de colocar duas expressões: alegria e tristeza que você poderá conferir no diagrama abaixo. E ainda, formar palavras usando dois ideogramas, como vi no livro: Fun With Paper- Tradicional Origami II, 1984 Masuro Tsujimura, no caso, inu (cachorro) e nekô (gato) o que para mim no jogo alternado dos dedos, lembra uma perseguição de cão e gato.
 O "Paku Paku" pode ser simples mas pela sua longa história, e pela grande possibidade de brincadeiras, caiu no gosto da criançada que ainda brinca como eu brincava.



site: www.origami-club.com ( link na coluna ao lado).

domingo, 10 de abril de 2011

Kusudama




Kusudama de 34 peças, modelo tradicional.
Confecção e foto: Luciana A. Miyashiro

"Kusudama" é uma palavra japonesa que provem da junção dos ideogramas Kusuri (remédio) e tama(bola) . Antigamente os japoneses faziam bolas de flores e ervas e penduravam sobre a cama acreditando ter efeito curativo sobre os doentes e também espantar maus espíritos.
Obviamente os modelos de papel são a estilização das bolas naturais, sem o perfume, mas com a mesma simbologia e beleza.


A dificuldade neste modelo está na junção das flores, que precisam ser costuradas umas nas outras e é claro, em dobrar 34 peças.









quarta-feira, 30 de março de 2011

Curso de Origami




Foto de Luís Eduardo Miyashiro.
Modelos de origami tradicionais e de Tomoko Fuse.
Confecção de Luciana A. Miyashiro.



Com uma trivial folha de papel podemos obter um intrigante objeto tridimensional.
São os mais variados modelos partindo de formas básicas.
Venha vivenciar está arte e se encantar com o que podemos conseguir apenas dobrando...



Foto de Luís Eduardo Miyashiro.
Modelos de origami tradicionais e de Tomoko Fuse.
Confecção de Luciana A. Miyashiro



Para maiores de 12 anos.
Na sala de Uso Múltiplo 1, 30 vagas, grátis.
De 06/04 a 04/05/11, as inscrições são antecipadas na sala de atendimento.
Mais informações pelo fone: (14) 3235-1750.

Oficina de Origami

Modelos de origami tradicionais e do site: www.origami-club.
Confecção de Luciana A. Miyashiro.

São dobraduras, mais também podem ser brinquedos de papel...
São modelos divertidos que possibilitam o movimento e a brincadeira.
Venha dobrar comigo e se encantar com a arte do origami na 11ª Feira do Livro do SESC em Bauru.
Vai ser no dia 16/04/11 sábado, das 10 às 18 horas e também no domingo das 16 às18 horas. Para maiores de 07 anos,  15 vagas por hora.
Inscrições na hora e local da atividade. Grátis.
Mais informações pelo fone: (14) 3235-1750


Modelos de origami tradicionais e do site: www.origami-club
Confecção de Luciana A. Miyashiro.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Qual é o papel?

Modelos de Tomoko Fuse, confecção de Luciana A. Miyashiro

Atualmente encontramos muitas opções de papéis nacionais para dobrar e é uma facilidade que nem sempre existiu. 
A princípio qualquer papel serve, até jornal. Começando a dobrar é que percebemos que cada modelo pede um tipo ou gramatura de papel.
Pra começar escolha um papel de 63 (dobradura) ou até 75 gramas (sulfite). Pra gente experimentar não tem jeito, só comprando a folha, mas tem uma dica minha pra não errar, muito discretamente, na loja, dobre a ponta da folha e se, o papel segurar a dobra e não deixar marca na estampa, pode levar. As folhas são grandes e a vantagem é que dá pra cortar no tamanho e formato que quiser.
Modelos que tem muitos passos, não ficam bons com papéis grossos, já se você for fazer uma caixa eles são ótimos. Papéis de seda ficam lindos para enfeites de janela, e como tem grande variedade de cores fica como um vitral.
Adoro entrar em papelarias para olhar, perto de datas comemorativas, sempre tem novidade, papéis para presente com estampas pequenas e de valor acessível, e às vezes dou a sorte de encontrar um dupla face, com cores diferentes de cada lado, uma raridade no Brasil. Só fique atento aos papéis de presente couchêt eles costumam ser lindos mas a marcas prévias sempre aparecem no modelo pronto.
Os importados são sempre bons, tanto os japoneses quanto os coreanos, mas esses reserve para algo especial, tipo poliedros; pelo preço, a qualidade e as estampas vale a pena.
Experimentar é o melhor .
Crie a sua rota das papelarias, é divertido.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Papel

             Modelo de Tomoko Fuse, execução Luciana  A. Miyashiro

O que eu mais gosto no Origami é que ele é feito de papel.
A gente encontra papel em tudo quanto é lugar, de todo quanto é jeito e preço, e pensando assim, qualquer pessoa poderia dobrar...
O pedaço de papel ganha uma forma e não fica mais inerte, o objeto aparece, ganha vida...
Podemos transformar a folha de papel em um avião, ou um anel, ou um pássaro ou uma carteirinha e tudo mais que a gente souber dobrar.
Fiz uma carteira dobrando tecido, as estampas dos tecidos atuais de algodão são tentadoras mas, o resultado ficou mais interessante em papel.
Muita gente quer que os modelos dobrados durem para sempre e o tecido passa a sensação ilusória de que não irá estragar, mas como todos sabem o tecido também suja, desbota e ainda é mais caro.
Qual o problema se o papel desbotar? A forma dobrada ainda terá beleza.
O papel segura a dobra com precisão, é democrático e podemos levá-lo cortadinho na mochila pra dobrar nos momentos de necessidade poética e criativa.
Eu valorizo o papel, com ele posso dobrar muito e para mim, isso é diversão na certa!















Modelo de Tomoko Fuse, execução Luciana A. Miyashiro





quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ano do Coelho

Happy Rabbit Papercraft Pyonkichi
   link do modelo na coluna ao lado.  




                                Ano Novo Chinês 

      Seja comendo a grama de um exuberante tapete verde, morando em uma montanha ou quando é tratado como animal de estimação, sempre há um ar de felicidade na aparência de um coelho. Pouca coisa parece incomodá-lo e ele simplesmente segue a sua vida de maneira calma e pacífica. E, embora muitas coisas possam acontecer  no Ano do Coelho, ele pode tocar a vida de todos nós de modo positivo e inspirador . Esse é um período que favorece a família e o crescimento pessoal, assim como a celebração de grandes acontecimentos.
      No mundo político, os Anos do Coelho são de diplomacia e negociação. Em 2011, tendo em vista as tensões e as guerras em curso, muitos líderes mundiais vão estudar meios de se progredir, explorar alternativas e  tentar chegar a um consenso. Durante o ano, serão fechados alguns acordos cuidadosamente negociados, que não só vão  trazer paz a certas regiões problemáticas, como também ajudar a reduzir as emissões de carbono, desmantelar armas e lidar com os problemas econômicos do mundo.
      Foi nesse mesmo Ano do Coelho que Mikail Gorbachev apresentou sua glasnost, a política de abertura que transformaria a vida da União Soviética, e mais tarde teria grande impacto nos eventos do Leste Europeu. Os acontecimentos de 2011 podem ter o mesmo alcance. Economicamente, muitos países terão um acontecimento lento, mas estável. Para ajudar, muitos governos oferecerão ajuda financeira para incentivar o investimento e promover o crescimento, assim como para reduzir o desemprego. 
       Boa parte da atenção estará focada em encontrar meios de se explorarem os recursos mundiais , aí incluídos novos projetos de pesquisa e incentivos para fazendas de produção das energias eólica, solar e a partir de marés.
O Ano do Coelho provavelmente também será marcado por avanços na medicina, não só no tratamento e até mesmo na cura definitiva de certas doenças, como também em matéria e prevenção e diagnóstico precoce. A ênfase que Ano do Coelho dá às pesquisas pode levar a algumas descobertas de relevo, assim como a introdução de procedimentos  que podem mudar a humanidade. Foi num dos anos anteriores do Coelho que o mundo viu o primeiro transplante de rim e a invenção do pulmão artificial.
      Outra característica do Ano do Coelho é que ele favorece significativamente a cultura, e alguns artistas vão ultrapassar limites e criar obras realmente extraordinárias.
Neste ano, também estaremos intensamente voltados à  educação. Em muitos países, encontraremos medidas para aumentar o número de postos de aprendiz e o número de empregos. O treinamento e a educação certamente estarão no topo da agenda de muitos governos.
      Como a ênfase do ano será no desenvolvimento pessoal, muitas pessoas vão passar a pensar mais em seu estilo de vida. Seja se preocupando mais com o próprio bem – estar, seja se interessando por coisas novas ou programas de  estudos, vão descobrir que o Ano do Coelho favorece o crescimento pessoal e as oportunidades estarão à sua mão. Mas elas precisam ser agarradas.
       O Ano do Coelho também favorece os valores familiares, e muita gente vai dar um jeito de passar horas agradáveis com as pessoas que amam. Os relacionamentos também receberão aspectos favoráveis e este pode ser o ano de encontrar um ou renovar um amor que já existe, bem como construir uma família ou apreciar as pessoas amadas.
       O Ano do Coelho, como um todo, será muito intenso e interessante. Muita coisa vai acontecer no palco do mundo e, mesmo que haja perigos, tensões e momentos trágicos, também haverá motivo para esperança. É um ano para debates, diplomacia e , o que é mais importante, voltado ao crescimento pessoal. Curtir o Ano do Coelho é uma questão de aproveitar as oportunidades  que aparecerem, principalmente tirando mais de si mesmo e de suas forças pessoais. Embora alguns signos possam ter mais sucesso que outros, o Ano do Coelho será promissor e muito encorajador.

Consulta:
Neil Somerville - Seu Horóscopo Chinês para 2011, 
o que o Ano do Coelho reserva para você-
Editora Nova Era


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

FÉRIAS ANIMADAS

Que tal aproveitar as férias com um pouco de cultura pra criançada?
Curta as Férias Animadas por  Teatro de Bonecos em diversos pontos da cidade.
 Aproveite e espalhe pros amigos. A entrada é franca.
clic aqui progamação

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Ano do Coelho vem aí!













De 03 de fevereiro de 2011 a 22 de janeiro de 2012




Um ano plácido recebido com alegria, e muito necessário depois do feroz Tigre. Terminadas todas as batalhas do ano anterior, deveríamos ir para algum lugar tranquilo, a fim de curar nossas feridas e descansar um pouco.
Bom gosto e refinamento brilharão em tudo. As pessoas reconhecerão que a persuasão é melhor do que força. Época de harmonia, na qual a diplomacia, as relações internacionais e a política tornarão a ocupar a dianteira. Agiremos com discrição e faremos concessões razoáveis, sem muita dificuldade.
Período em que devemos ter cuidado para não entregarmos a uma indulgência excessiva. A influência do Coelho tende a estragar aqueles que gostam de um conforto exagerado, debilitando, assim, sua eficiência e senso do dever.
A lei e a ordem serão relaxadas: as regras e regulamentos não serão rigidamente cumpridos. Ninguém parecerá muito inclinado a se preocupar com essas realidades desagradáveis. Todos estarão ocupados com divertimentos, recepções ou simplesmente levando a vida. O cenário é quieto e calmo, chegando até mesmo à sonolência. Todos nós nos inclinaremos a adiar as tarefas desagradáveis, por tanto tempo quanto for possível.
O dinheiro poderá ser ganho sem muito trabalho. Nosso estilo de vida será lânguido e despreocupado, uma vez que nos entregaremos aos luxos que sempre desejamos tanto. Um ano temperado, com um andamento tranquilo. Dessa vez, teremos a impressão de que será possível vivermos livres e felizes, sem muitos aborrecimentos.

O Coelho

Estou em sintonia com
Pulso do universo.
No meu silêncio e na minha solidão
Ouço as melodias da alma.
Pairo acima da vulgaridade,
Da discórdia e da podridão.
Domino por meio da minha capacidade de adaptação.
Dou colorido às minhas palavras
Em deliciosos tons pastel.
Sintetizo a harmonia e a paz interiores.


Eu sou o Coelho
..............................

Elemento Madeira:

Na filosofia chinesa, os cinco elementos são tipos de energia que afetam toda vida. É a sua interação que gera a mudança de do nivel global para o nível pessoal. O Coelho está asssociado ao elemento
Madeira , que trabalha em harmonia com o elemento fogo, mas é dominado pelo metal.

Coelho de Metal : 2011

Este tipo de Coelho poderá ser física e mentalmente mais forte de que os Coelhos pertencentes a outros elementos. Também não será tão intransigente. Tem uma fé inabalável em seus próprios poderes de observação e dedução e, na maioria das vezes, está convencido de que tem as respostas e as soluções certas para seus problemas. Pode assumir responsabilidades admiravelmente bem e demonstrará uma boa dose de iniciativa em seu trabalho.
A combinação do metal com seu signo animal fará com que ele se preocupe com seus próprios desejos, objetivos e impulsos criativos. Será mais astuto; contudo, sua ambição será cuidadosamente camuflada com inteligência e lógica fria.
Conhecedor por excelência, saberá viver e apreciar as coisas boas que a vida tem para oferecer. Embora possa ser indiferente às opiniões alheias, a boa arte, a música e a outras formas de beleza o comovem física e emocionalmente. Sua autoconfiança básica e sua percepção farão dele um excelente juiz de qualquer forma de marte criativa; por causa de seu impecável bom gosto, se tiver dinheiro poderá tornar-se um colecionador de grande fama. Em qualquer carreira que escolha deixará sua marca bem cedo, pois é um trabalhador minucioso e devotado por natureza.
Contudo, como todos os espíritos verdadeiramente românticos, este tipo de Coelho poderá inclinar-se para os estados de ânimo sombrios e só fará um bom trabalho quando se sentir suficientemente inspirado. Ardente no amor e muito profundo e intuitivo, devido às suas muitas inibições ocultas, ele só permitirá a entrada de poucas pessoas no santuário privativo de sua vida.

Cor Verde:

O Coelho está ligado a cor verde, que está associada à Primavera. É a cor da vida nova , da tranquilidade e da descontração. Diz-se que os sonhos acabam bem quando neles entra a cor verde, uma vez que se trata de uma cor de sorte e influência, particularmente quando combinada com a cor vermelha.


Personalidade do Coelho:

Tem uma natureza tranquila e é sensível ao mundo que o rodeia . Não consegue prosperar num ambiente competitivo ou agressivo e depressa se torna ansioso quando é obrigado a assumir riscos. O seu delicado equilíbrio emocional é facilmente desestabilizado por situações instáveis ou imprevistas, e, instintivamente deseja criar uma atmosfera pacata e confortável. De fato isso faz de si um anfitrião bastante hospitaleiro, atento às necessidades dos outros, providenciando para que não se sintam isolados ou negligenciados. Tem consciência que os pequenos pormenores são importantes para criar o ambiente certo e presta atenção a tudo, desde a cor , a decoração e mobília, a comida e a conversa. Quando a certeza de que tudo está a seu contento, pode então descontrair-se e torna-se uma companhia encantadora, elegante e inteligente.
Tem uma grande imaginação e um grande intelecto, combinados com uma abertura e uma generosidade que o habilitam a fazer de inimigos amigos. A sua abordagem da vida não é ameaçadora ou conflituosa, e a única altura em que realmente é obstinado é quando sente que está sendo pressionado para além das suas capacidades . Quando confrontado com um dilema, ou mesmo se estiver só a sentir-se abatido, tende a conservar os seus pensamentos bem escondidos, na convicção de que não lhe fica bem fazer exigências ou impor suas opiniões aos outros.
O seu estilo de vida é conservador, porque não gosta de ver a sua segurança comprometida, mas, quando opta pela segurança em vez de risco, pode perder boas oportunidades . Não tem o desejo de se evidenciar; foge de confrontos ou complicações e, se houver um caminho para escapar, rapidamente envereda por ele. Isso não implica que seja frívolo ou irresponsável, porque, quando acredita realmente em alguma coisa, é sério, perseverante e capaz.
...................................................................................


Theodora Lau, Manual do Horóscopo Chinês -
Editora Pensamento- 1979;
Man-Ho kwok, Astrologia Chinesa -
Leia seu Futuro nos Horóscopos Chineses,
                     Editora Estampa- 1998.

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011


Feliz Ano Novo!
Que em 2011 sua estrela possa brilhar e iluminar todos ao seu redor. Acredite em você.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Gatos marionetes

   No começo, esculturas em madeira do Jorge Miyashiro.
             Serão marionetes que iremos presentear duas pessoas queridas neste Natal...

            
Já terminado com minha pintura e pose teatral.





                                Com olhos que mexem! Tão meigo.
Com esses bonecos compartilho com você a minha última produção com bonecos em 2010. Se quiser presentear alguém especial ou ter bonecos da Miyashiro Teatro de Bonecos na sua produção, entre em contato conosco.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Padre Colbachini

Este é o nome da Escola Estadual no Botiatuvinha onde vai acontecer  Teatro de Bonecos nesta sexta,
 dia 17-12-10 às 9:00h, mas o nome da Companhia é : Do Cobal. Por iniciativa totalmente voluntária Jorge Miyashiro, da Miyashiro Teatro de Bonecos, ensaiou alunas da faixa etária de 11 a 12 anos, e com apoio da Professora Marli e da Escola, vão encenar três peças e uma delas é sobre o Natal. As peças são de autoria  das próprias alunas.
Muito bacana, e não custa nada pra conferir. O Natal é isso: singelo.
Este projeto também teve apoio da DomaDesign, e Cia de Artifícios Teatrais.

Feliz Natal




















 Um Natal de muito amor, com paz, saúde e prosperidade.
Que você possa renovar seus votos e conquistar coisas boas.




Um Natal muito Feliz pra você !





Modelos de Origami: 
Pinheirinho, trevo, estrela colorida - autores desconhecidos;
flores de Natal e Papai Noel- K.Kobayashi;
Sino- Mari Kanegae;
Kusudama, caixa- Tomoko Fuse;
Tsuru, caixa estrela, borboleta-tradicionais

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Muita chuva!

 
Modelos de Tomoko Fuse; confecção Luciana A. Miyashiro

Gostaria de agradecer a todos que nos prestigiaram dentro do Atelier Aberto, apesar da insistência da chuva no fim de semana passado. E também, de deixar um abração aos outros artistas e aos organizadores que me receberam com muita simpatia. Participar do Atelier Aberto para mim, foi como estar numa confraternização.
E para quem curtiu os origami dobrados por mim, agora também pode encontrá-los nos seguintes endereços:

Depósito da Ordem
Rua: Jaime Reis, 54 (em drente ao Relógio das Flores)
Fone: (41)3223-8999


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Muitas faces


Acredite, esse poliedro tem 60 peças. A graça está na quantidade de cores que com o contraste, forma uma estrela. Esse contraste, se resolve usando papel dupla face, algo difícil de se encontrar no Brasil. Geralmente a gramatura que encontramos é alta, e o papel tem a mesma cor dos dois lados.  É uma pena a indústria brasileira não perceber isso!
O modelo é da Tomoko Fuse (Japão) com a minha confecção.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entrevista com Mari Kanegae


Se hoje uma das surpresas tecnológicas são impressoras que reproduzam objetos tridimensionais, o origami pode ser chamado de tradição que se renova. A partir de um plano, bidimensional, dobrando de forma engenhosa, pode-se criar qualquer forma, com volume, assim é o origami. Ori significa dobrar; Kami é papel, na junção dos ideogramas que representam essas palavras a pronúncia torna-se origami. Mari Kanegae, escritora, artista plástica formada pela USP-São Paulo, coordenadora do GEO-Grupo de Estudos de Origami e apaixonada divulgadora de uma das artes mais conhecidas do Japão, participa dessa emocionante aventura de descobrir novas possibilidades e poéticas com a dobra do papel. Mari Kanegae, constantemente solicitada para cursos, oficinas e palestras; viajou para o Japão afim de aprofundar seus estudos e mantem um constante intercâmbio com os mestres nipônicos; o que sob nossa visão, sua modéstia e conhecimento, uma mestra muito próxima de nós.

Luciana A. Miyashiro: Como você foi iniciada no origami? Aprendeu com familiares, ainda criança; ou foi pesquisar já adulta? Conte toda a história...
 MARI KANEGAE: O meu primeiro contato com o origami foi quando fui conhecer meus avós no Japão. Tinha 3 anos de idade. Quando cheguei lá, só falava em português e eles não entendiam o que eu falava e vice-versa. Aí a minha avó encontrou uma maneira de se comunicar comigo. Foi através do origami. Ela fez uma porção de origami para mim. Depois já no Brasil, fiz um pouco em escola japonesa e a partir de livros que meus pais compravam. Só fui retomar o origami no meu último ano de faculdade na ECA-USP. Como o meu curso era de licenciatura em educação artística com habilitação em artes plásticas, fiz estágios em vários lugares e na maioria em locais onde o poder aquisitivo das pessoas era muito baixo. Num destes lugares, em Santo Amaro, a prefeitura fornecia material como tinta, pincéis, papéis, argila,etc..Mas quando as crianças e adolescentes voltavam para casa, eles não tinham estes materiais. Fiquei pensando em alguma coisa que eles pudessem fazer e que não tivesse custo para eles. Foi aí que lembrei que quando era criança eu fazia origami com papéis de embrulho, revistas e jornais. Então pedi para as crianças trazerem de casa qualquer tipo de papel. Elas aprenderam a cortar os papéis e comecei a ensinar origami. Percebi que elas ficavam super motivadas e começaram a juntar as técnicas: por exemplo, faziam um boneco de argila e depois faziam um chapéu de origami para colocar no boneco. Utilizavam os origamis para trabalhos de colagem e até para contar histórias. Voltavam para casa felizes e  no dia seguinte as mães vinham pedir para eu ensinar alguma coisa porque elas também queriam aprender. E foi assim que conheci além das crianças, os irmãos, as mães. Percebi o quanto o origami era importante não só como atividade, mas também como um elo de ligação entre pessoas. Aprendi que o origami era algo muito sério e resolvi pesquisar e estudar mais profundamente. Depois de formada, fui trabalhar em escola de educação infantil e procurei sempre desenvolver atividades de origami junto com outras técnicas artísticas. Os resultados foram surpreendentes.

Luciana A. Miyashiro: O origami embora seja utilizado não só na Educação...
MARI KANEGAE: O origami foi utilizado em diversas áreas, para demonstrar conceitos matemáticos, noções de cores, formas e tamanhos, além de exercitar a coordenação motora fina, a atenção, a concentração e a criatividade.

Luciana A. Miyashiro: Você fez estudos de origami no Japão?
MARI KANEGAE: Depois destes resultados, resolvi ir ao Japão para me aprimorar em 1984. Tive o grande privilégio de estudar com o mestre Toyoaki Kawai que me ensinou que antes de mais nada, um origamista tem que ser um bom observador. Olhar tudo que está à sua volta, principalmente a natureza. E a partir daí, interpretá-la através do papel. Conheci também o mestre Akira Yoshizawa cujos trabalhos são verdadeiras obras de arte. Com ele aprendi a respeitar o papel. A minha história não tem fim. Continuo aprendendo, ensinando e aprendendo.

Jorge Miyashiro: Fale sobre a habilidade do origamista em imitar a natureza. Pode-se criar tudo, representar toda a existência dobrando papel?
MARI KANEGAE: A criatividade do ser humano é infinita. Tudo é possível para estes grandes mestres do origami.

Jorge Miyashiro: O origami, especificamente o tsuru é uma forma intrigante; simples ao mesmo tempo complexa. Todo japonês, qualquer pessoa interessada em cultura nipônica conhece o tsuru, sabe o que ele representa. Uma criança aprende a dobrar o tsuru, uma habilidade que muitos adultos não possuem. Voce acredita que essa seja uma característica do origami? Uma arte de opostos? Fácil para alguns, espetacular para outros?
 MARI KANEGAE: O tsuru realmente é uma das figuras clássicas do origami, não só do Japão, mas conhecida em todo o mundo. Mesmo hoje, há criações novas que partem desta figura milenar. O origami é igual a outras artes. Tem gente que tem facilidade para dobrar, assim como tem pessoas que tem dom para a música. Seja qual for a dificuldade, para dobrar ou tocar um instrumento, seja ela criança ou adulto, com força de vontade, paciência e muito treinamento, ambas são capazes de superar estas barreiras.

Luciana A. Miyashiro: Por que o origami é visto por muitos como uma atividade para crianças, sendo que existem tantos adultos apaixonados praticantes; isso só acontece no Brasil?
 MARI KANEGAE: Não ocorre só no Brasil. Acontece mesmo no Japão e em outros países. Acredito que aconteça por falta de informações. Por isso é que nos cursos mais adiantados, procuro sempre citar os nomes dos artistas que criaram as obras. Se na música temos autoria de... no origami também temos que dar os créditos. É uma forma de respeito ao artista e de dar mais seriedade ao origami.  

Jorge Miyashiro: É preciso ser especialista para reconhecer o autor deste ou aquele origami? Tem que estar informado sobre o que ha de novo. Existe algum congresso, publicações que tornem documento, registro para esses artistas criadores?
MARI KANEGAE: Tem trabalhos que aprendi quando criança e mesmo com alguns, comento com os alunos que desconheço a autoria. Aí pesquiso nos meus livros, revistas das associações (japonesa, inglesa, americana, alemã, italiana) para descobrir a autoria. Tem alguns que não consegui descobrir e quando ensino estas figuras digo que desconheço o autor, se algum dia souber, peço que me comunique. Existem encontros anuais e convenções em praticamente todos os países. Os mais conhecidos, são da BOS (British Origami Society), da Origami USA, da NOA (Nippon Origami Association), Origami Tanteidan, além dos encontros na Itália e Espanha. Geralmente nestas convenções, há exposições de trabalhos novos dos artistas e publicações. A publicação de um livro de um autor e sua obra, já é um registro. Como não sou usuária regular da internet, não possuo informações se há algo neste sentido neste tipo de veículo.

Luciana A. Miyashiro: Ainda sobre autoria, você não acha que essas revistas vendidas em banca de jornais em que não citam os nomes dos autores dos modelos, não deveriam pedir autorização ao autor?
MARI KANEGAE: Com certeza sim. Normalmente se costuma pedir autorização para a publicação de um trabalho. Quando teve um encontro no Japão cujo tema era sobre direitos autorais, acredito que em 2009, um dos países citados onde havia este tipo de problema foi o Brasil. Neste encontro participaram artistas de vários países cujos trabalhos ou livros foram pirateados ou publicados sem autorização.

Jorge Miyashiro: O origami é uma arte essencialmente japonesa, não é? Transformar uma folha de papel, um plano bidimensional, em um objeto tridimensional. Na China, berço artístico do Japão, não tem nada semelhante, tem?
MARI KANEGAE: Hoje é considerada universal. É praticada no mundo todo, em todos os países. É como o futebol, karate, judo. Não dá para dizer que é essencialmente japonesa, nos dias de hoje. Creio que no Japão é mais popular do que na China.

Luciana A.Miyashiro: Você publicou os livros: Origami, Arte e Técnica da Dobradura de Papel (Aliança Cultural Brasil-Japão) junto com Paulo Imamura e A Arte dos Mestres de Origami (Aliança Cultural Brasil- Japão), duas obras definitivas, que praticamente esgotam o assunto para brasileiros que desejam mergulhar com seriedade no assunto.
MARI KANEGAE:Foram os próprios alunos que solicitaram. Além destes livros que você citou, já existem outras publicações em português. Cabe à pessoa que vai escolher o livro, selecionar o conteúdo que melhor atenda às suas necessidades.

Luciana A.Miyashiro: Para cada modelo de origami existe um tipo de papel mais adequado, como se escolhe o melhor papel para dobrar? O melhor papel é o papel japonês?
 MARI KANEGAE: Para determinadas caixas por exemplo, é melhor usar papel mais firme de gramatura maior. Para dobrar uma flor delicada, o papel mais maleável dá um resultado melhor. No curso nós usamos só o papel espelho e aí faço os alunos perceberem que para a  caixa fica muito mole e para a flor de lotus por exemplo  fica difícil de dobrar. O importante é experimentar todo tipo de papel e ver o resultado, mesmo que não sejam específicos para origami. Durante o processo a gente percebe se o papel é adequado ou não. Não existe uma receita. Tem que dobrar mesmo para sentir.

Jorge Miyashiro: No Japão o papel tem significados determinantes. Envelopes para cada ocasião, para depositar a contribuição nos funerais, tem o Mizu-Hique para enfeites de presentes nos casamentos tradicionais. O origami participa de algum desses rituais religiosos, ou formais?
MARI KANEGAE: Sim. um dos mais antigos origamis é o que representa um casal de borboletas (macho e fêmea) usadas nas garrafas de sakê utilizadas na cerimônia de casamento. Algumas figuras eram dobradas para serem colocadas nos altares religiosos. Existem envelopes também  que são dobrados e não colados.

Jorge Miyashiro: Você não lida apenas com origami. Tem o kiri-e. Conte-nos um pouco sobre essa forma de arte, como voce trabalha com ela?
MARI KANEGAE: Eu dou aula de kiri-e e origami. O meu interesse pelo kiri-e surgiu quando fui ver uma exposição do artista Masayuki Miyata no Masp em 1975. Só em 1984, quando fui ao Japão estudar e pesquisar sobre origami, é que tive oportunidade de fazer um curso de kiri-ê. Assim como no origami, eu ainda me considero uma aprendiz. Ainda estou estudando. Esta técnica veio da China, e no Japão foi utilizada para fazer os moldes das estampas de kimono. Foi e ainda é utilizada em ilustrações de poesias e contos.

Luciana A.Miyashiro: O origami deveria ou não ser implantado no sistema educacional brasileiro?
MARI KANEGAE: Não adianta impor o origami na educação. É necessário primeiro mostrar a importância do origami para os professores através de vivências. Só assim eles vão poder passar aos alunos algo positivo.

Luciana A.Miyashiro: Você é coordenadora do G.E.O (Grupo de Estudos de Origami) em São Paulo e com ele também fazem exposições de origami. Gostaria de saber como surgiu esse grupo, e como surgiu a idéia das exposições?  Qual abrangência desse trabalho?
MARI KANEGAE: O grupo é formado na maioria por ex-alunos de origami da Aliança Cultural Brasil-Japão. Após concluírem os cursos básico, intermediário e avançado, algumas pessoas queriam continuar se encontrando  para estudar e divulgar a arte do origami. A princípio, fizemos alguns boletins com artigos, depoimentos e notícias sobre o tema. Datilografávamos os textos (não havia computador na época) e depois tirávamos cópias e distribuíamos aos interessados. Quando estava no Japão, visitei uma exposição da NOA (National Origami Association) sobre a história do Japão contada atraves de cenários e fiquei encantada com os detalhes. Fiquei imaginando em fazer algo parecido quando retornasse ao Brasil. Foi quando sugeri ao GEO de fazer uma exposição sobre a história da imigração japonesa no Brasil. Todos concordaram e partimos para a pesquisa. Visitamos o Museu da Imigração, Lemos o livro de Tomoo Handa, assistimos o filme da Tizuka novamente, resgatamos fotos antigas e juntando tudo, partimos para a criação das peças de origami. Todo mês cada membro contribuía com alguma quantia para comprarmos material. Esta exposição percorreu várias cidades no Brasil e finalmente foi exposta no Japão em Hamamatsu e na Embaixada Brasileira em Tóquio. Visitaram a exposição grandes nomes do origami, como Makoto Yamaguchi, Jun Maekawa, Isamu Asahi, Saburo Kase, Kunihiko Kasahara entre outros. Temos o livro de presença que mostra o que as pessoas sentiram ao ver a exposição. Muitos imigrantes se identificaram com os cenários, assim como os japoneses ficaram sensibilizados com a história que muitos não conheciam.

Luciana A.Miyashiro: Essa exposição foi levada para o Japão, contou com algum apoio?
MARI KANEGAE: Quando levamos a exposição ao Japão, conseguimos patrocínio de algumas empresas e pessoas para levar a exposição, mas não o suficiente para trazê-la de volta. Somos muito gratos a estas empresas e pessoas que nos apoiaram, pois recebemos muitas respostas negativas. A exposição sobre a História da Imigração Japonesa no Brasil foi doada ao Museu da Jica em Yokohama (Kaigai Iju Center). Houve uma tentativa de se trazer a exposição emprestada para os eventos da comemoração do centenário. O pessoal da JICA, inclusive contratou professoras de origami no Japão para consertar alguns cenários que ficaram deteriorados com o tempo. Era para uma empresária brasileira trazer a exposição, mas não deu certo, infelizmente.

Luciana A. Miyashiro: É lamentavel... mas outras exposições foram produzidas?
MARI KANEGAE: Fizemos 5 séculos de historia do Brasil em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil e  o último trabalho foi sobre o carnaval que levou cerca de 10 anos para ser concluida. Estas sem patrocínio. Apesar das dificuldades para produzir uma exposição que envolve, custos e tempo, o que vale para nós é o que as pessoas que visitam a exposição sentem e comentam. É uma comunicação não verbal. Envolve sentimento e sensibilidade.

Jorge Miyashiro: Na produção das exposições: o que vem primeiro o origami ou o tema? No caso da última exposição: vocês põe um homenzinho com terninho branco e chapéu "adaptando" um Mestressala ou criam origami de Mestressala?
MARI KANEGAE: Algumas coisas são adaptadas e outras temos que criar.

Luciana A.Miyashiro: Gostaria que voce desse sua visão pessoal do origami. De que forma ele influencia sua vida?
MARI KANEGAE:Para mim é uma filosofia de vida. Tudo que se aplica ao origami, pode ser levado ao nosso dia a dia. Paciência, perserverança, enfrentar desafios e o passo a passo. É um meio de comunicação, de expressão e valorização da vida.

Esta entrevista foi cedida para o Jornal Memai- Letras e Artes Japonesas - Edição 05
Curitiba - Verão 2010

www.jornalmemai.com.br