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sexta-feira, 4 de março de 2011

Qual é o papel?

Modelos de Tomoko Fuse, confecção de Luciana A. Miyashiro

Atualmente encontramos muitas opções de papéis nacionais para dobrar e é uma facilidade que nem sempre existiu. 
A princípio qualquer papel serve, até jornal. Começando a dobrar é que percebemos que cada modelo pede um tipo ou gramatura de papel.
Pra começar escolha um papel de 63 (dobradura) ou até 75 gramas (sulfite). Pra gente experimentar não tem jeito, só comprando a folha, mas tem uma dica minha pra não errar, muito discretamente, na loja, dobre a ponta da folha e se, o papel segurar a dobra e não deixar marca na estampa, pode levar. As folhas são grandes e a vantagem é que dá pra cortar no tamanho e formato que quiser.
Modelos que tem muitos passos, não ficam bons com papéis grossos, já se você for fazer uma caixa eles são ótimos. Papéis de seda ficam lindos para enfeites de janela, e como tem grande variedade de cores fica como um vitral.
Adoro entrar em papelarias para olhar, perto de datas comemorativas, sempre tem novidade, papéis para presente com estampas pequenas e de valor acessível, e às vezes dou a sorte de encontrar um dupla face, com cores diferentes de cada lado, uma raridade no Brasil. Só fique atento aos papéis de presente couchêt eles costumam ser lindos mas a marcas prévias sempre aparecem no modelo pronto.
Os importados são sempre bons, tanto os japoneses quanto os coreanos, mas esses reserve para algo especial, tipo poliedros; pelo preço, a qualidade e as estampas vale a pena.
Experimentar é o melhor .
Crie a sua rota das papelarias, é divertido.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Papel

             Modelo de Tomoko Fuse, execução Luciana  A. Miyashiro

O que eu mais gosto no Origami é que ele é feito de papel.
A gente encontra papel em tudo quanto é lugar, de todo quanto é jeito e preço, e pensando assim, qualquer pessoa poderia dobrar...
O pedaço de papel ganha uma forma e não fica mais inerte, o objeto aparece, ganha vida...
Podemos transformar a folha de papel em um avião, ou um anel, ou um pássaro ou uma carteirinha e tudo mais que a gente souber dobrar.
Fiz uma carteira dobrando tecido, as estampas dos tecidos atuais de algodão são tentadoras mas, o resultado ficou mais interessante em papel.
Muita gente quer que os modelos dobrados durem para sempre e o tecido passa a sensação ilusória de que não irá estragar, mas como todos sabem o tecido também suja, desbota e ainda é mais caro.
Qual o problema se o papel desbotar? A forma dobrada ainda terá beleza.
O papel segura a dobra com precisão, é democrático e podemos levá-lo cortadinho na mochila pra dobrar nos momentos de necessidade poética e criativa.
Eu valorizo o papel, com ele posso dobrar muito e para mim, isso é diversão na certa!















Modelo de Tomoko Fuse, execução Luciana A. Miyashiro